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26º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA CELEBRA MÊS DAS CRIANÇAS COM EVENTO PARA ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS

Suely Almeida · Editora-chefe
10 min de leitura
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Em sua 26ª edição, o evento que reúne cultura e educação para os estudantes da rede pública de ensino, acontece de 19 a 23 de outubro de 2026, no Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Foto: Divulgação

No mês da criança, o Festivalzinho de Cinema de Vitória está de volta. Em sua 26ª edição, o evento que reúne cultura e educação para os estudantes da rede pública de ensino, acontece de 19 a 23 de outubro de 2026, no Cine Metrópolis, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e conta com patrocínio da EDP, através da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba e realização da Galpão Produções.

 

Na programação, mostra competitiva de curtas, sessão de abertura e um dia especial com uma série de atividades interativas. O público desta edição é formado por estudantes de escolas localizadas em quatro cidades da Grande Vitória: EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, EMEF Custódia Dias de Campos, EMEF Éber Louzada Zippinotti, EMEF Eliane Rodrigues dos Santos e EMEF Francisco Lacerda de Aguiar, de Vitória; EMEF Antário Alexandre Theodoro Filho, EMEF Maria Augusta Tavares e EMEF Vienna Rosetti Guterres, de Cariacica; EMEF Augusto Ruschi, da Serra; e UMEF Senador João de Medeiros Calmon, de Vila Velha.

 

Em mais de duas décadas de existência, o Festivalzinho de Cinema de Vitória contabiliza quase 170 sessões, que alcançaram um público de aproximadamente 60 mil alunos de dezenas de escolas do Espírito Santo. “O Festivalzinho de Cinema de Vitória é uma das janelas de exibição muito especial. Vejo essas sessões como um espaço fundamental para a formação de novas plateias, mas, acima de tudo, como uma oportunidade única de unir cultura e educação e agora com o Dia da Alegria, que propõe atividades que estimulam a criatividade. É emocionante presenciar esse encontro dos estudantes com o universo do audiovisual, transformando o cinema em uma poderosa ferramenta de aprendizado, inspiração e descoberta”, afirma Lucia Caus, diretora da Galpão Produções. 

 

SESSÃO DE ABERTURA

 

O filme que abre o 26º Festivalzinho de Cinema de Vitória é Folclórica, de Rodrigo Aragão. Ainda inédito no circuito comercial, o longa será exibido em duas sessões fora de competição, no dia 19 de outubro, na abertura do evento. A produção conta a história de Pequi, um saci que nasceu com a perna esquerda – ao contrário de todos os outros – e parte em uma jornada em busca de aceitação pela terra encantada de Folclórica, acompanhado por seu melhor amigo e por uma valente curupira. Pelo caminho, o trio enfrenta perigos, cruza com criaturas fantásticas e aprende uma importante lição sobre aceitação e pertencimento.

 

A obra, que une fantasia e identidade cultural por meio de bonecos artesanais, nasceu de um lugar íntimo: durante o isolamento da pandemia, Aragão criou marionetes para brincar com sua filha. Foi nesse contexto que surgiram Pequi, Teobaldo, Ingá e Pai da Noite.  Os personagens, criados para entreter a pequena, ganharam vida própria no longa-metragem e encantam as crianças de todas as idades. “Ao longo de inúmeras noites, esses personagens ganharam personalidade, voz e emoção. Mais do que criações, tornaram-se companhia, afeto e descoberta”, disse o diretor.

 

MOSTRAS COMPETITIVAS

 

De 20 a 22 de outubro, serão realizadas as Mostras Competitivas do 26º Festivalzinho de Cinema de Vitória. Serão duas sessões diárias, cada uma com uma grade de exibição diferente. Com curadoria de Rosemeri Barbosa, serão exibidos 11 curtas-metragens que fortalecem a produção audiovisual contemporânea com temática voltada para o público infantojuvenil. Ao final de cada exibição os alunos escolhem o seu filme preferido. O curta-metragem mais votado de cada sessão receberá o Troféu Vitória de Melhor Filme do Júri Popular, formado pelos estudantes. As sessões são gratuitas e destinadas às escolas previamente cadastradas.

 

O Programa Um, acontece pela manhã e reúne cinco curtas-metragens: animação Mundinho, de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy, em que um pai presenteia sua filha com um mundinho só seu. Depois, é a vez de O Salto, de Camilla Trigona, que aborda com delicadeza o medo e o amadurecimento a partir do dilema de uma jovem em pular no mar durante um passeio escolar. Na sequência, a animação capixaba Quinn, de Arthur Felipe Fiel, acompanha o personagem título no seu primeiro dia de aula. Já a ficção Babau – O Sanfoneiro Sonhador, de Carlos Mosca, narra o encontro do personagem do título com Maria Bonita em um sonho. Fechando a programação, Presente, de Francisco Zotto. Na produção catarinense, conhecemos Carlinhos, um garoto de 12 anos, que é apaixonado por cinema, e passa o dia de aniversário em busca da figurinha que falta para ganhar a câmera dos seus sonhos.

 

O Programa Dois, que acontece à tarde, exibe seis produções: a animação gaúcha Menina de Asas, de Luciana Druzina, que debate aceitação e diversidade ao contar a história da pequena Ruth, que mora em um vilarejo, onde todos nascem de ovos com asas de algodão. Na ficção Black Maria, de Nick Sanches, conhecemos Maria, uma vendedora de doces que deseja ir ao cinema pela primeira vez. A animação Onda de Calor, de Sinval de Abranches, fala sobre a luta de um cajueiro que enfrenta uma onda de calor para germinar sua semente.

 

Em Baú, ficção carioca de Matheus Seabra e Vini Romadel, o pequeno Lucas embarca numa expedição à misteriosa Ilha da Esfinge em busca de um tesouro pirata. No divertido Verdade ou Desafio, de Breno Ferreira, vemos as aventuras de Manu que sonha com uma festa de aniversário e o brinquedo tecnológico mais incrível do momento. Fechando a programação, o lúdico Alma de Graveto, que tem trilha sonora assinada por Zeca Baleiro.

 

DIA DA ALEGRIA

 

Ampliando o conceito do evento, o encerramento do 26º Festivalzinho de Cinema de Vitória propõe um dia especial para transformar a brincadeira e a arte em um encontro para ficar na memória. Na sexta-feira (23), acontece o Dia da Alegria, uma ação de artes integradas, com atividades artísticas e colaborativas que foram desenvolvidas para proporcionar às crianças uma experiência de criação, movimento, expressão e encantamento.

 

“O Dia da Alegria foi pensado para ser muito mais do que um dia de atividades recreativas. Queremos proporcionar às crianças uma experiência em que elas sejam protagonistas, tenham liberdade para experimentar, criar, se movimentar e descobrir novas possibilidades por meio do brincar”, explica Cabeluxo Ferreira, diretor criativo e artístico da Cabeluxo Produções, produtora capixaba que vai comandar as ações.

 

Na programação, oficinas perna de pau, massinha caseira, pintura criativa e teatro, além de atração musical, ilusionismo e personagens humanizados, em que cada criança não apenas participa do evento, mas percorre diferentes linguagens e possibilidades de brincar. “Eu acredito que brincar é uma das formas mais genuínas de a criança se expressar e se relacionar com o mundo. É brincando que ela experimenta possibilidades, desenvolve sua criatividade, constrói vínculos, aprende a conviver com as diferenças e descobre um pouco mais sobre si mesma”, finaliza Cabeluxo.

 

O 26º Festivalzinho de Cinema de Vitória conta com patrocínio da EDP, através da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba. Conta com apoio do Cine Metrópolis e da Ufes. A Realização é da Galpão Produções.

 

26º FESTIVALZINHO DE CINEMA DE VITÓRIA

de 19 a 23 de outubro de 2026

 

PROGRAMAÇÃO

SESSÃO DE ABERTURA

19 de outubro, às 9 e 14 horas

Folclórica

de Rodrigo Aragão
(Animação, ES, 87’)

Sinopse: Pequi é um saci desajeitado que acredita ser azarado por ter nascido com o pé esquerdo. Para resolver isso, ele sai em uma divertida aventura pela floresta de Folclórica com seu amigo Teobaldo e a corajosa curupira Ingá. No caminho, enfrentam desafios e encontram criaturas mágicas do folclore brasileiro enquanto aprendem que a verdadeira força está na amizade e que ser diferente é o que faz cada um especial.

 

MOSTRAS COMPETITIVAS

de 20 a 22 de outubro, às 9 e 14 horas

 

PROGRAMA UM
Sessões Matutinas 

 

Mundinho
de Gui Oller, Pipo Brandão e Ricky Godoy
(Animação, SP, 9 min)

Sinopse: Um pai presenteia sua filha com o mais especial de todos os presentes: um mundinho só seu. Todo mundo tem o seu próprio mundinho, mas alguns os esquecem para seguir os mundinhos dos outros. Outros cuidam mal do seu mundinho ou ignoram ele. Por isso a menina vai aprender que é preciso ser corajosa, gentil e nunca abandonar o seu companheiro, para que ela e seu mundinho possam crescer fortes juntos.

 

O Salto
de Camilla Trigona
(Ficção, RJ, 13 min)

Sinopse: Em um passeio escolar de barco, Milla, uma jovem de 14 anos, enfrenta o medo de saltar no mar, mas sua jornada para superar essa barreira se transforma em uma poderosa metáfora para o amadurecimento, revelando que o verdadeiro salto é o que vem de dentro.

 

Quinn
de Arthur Felipe Fiel
(Animação, ES, 13 min)

Sinopse: Uma mãe arruma seu pequeno filho para seu primeiro dia escolar. Após ajeitar o cabelo do menino, colocar a mochila em suas costas e a lancheira em sua mão, a mãe pede para o pequeno posar para a câmera que, instantaneamente, imprime a foto da criança. Com uma caneta ela rabisca no rodapé em branco da fotografia “Primeiro dia de aula <3”. Logo após, a mãe e o menino seguem em direção à escola, espaço no qual se abre a porta para um novo, diverso e multicolorido mundo.

 

Babau – O Sanfoneiro Sonhador
de Carlos Mosca
(Ficção, PB, 15 min)

Sinopse: Babau, um sanfoneiro sonhador, embarca numa jornada movida pelo sonho e a fantasia. Entre o imaginário popular e a tradição oral, Babau – O Sanfoneiro Sonhador conta como Maria Bonita veio, em sonho, lhe presentear com sua caixa de jóias.

 

Presente
de Francisco Zotto
(Ficção, SC, 16 min)

Sinopse: Em 2001, na Palhoça, Carlinhos, um garoto de 12 anos apaixonado por cinema, passa o dia de aniversário em busca da figurinha que falta para ganhar a câmera dos seus sonhos. Entre brincadeiras, perigo e confronto com o valentão do bairro, um simples álbum se torna o centro de uma jornada sobre amizade, frustração e amadurecimento.

 

PROGRAMA DOIS
Sessões Vespertinas

 

Menina de Asas
de Luciana Druzina
(Animação, RS, 12 min)

Sinopse: Em um mundo mágico onde todas as crianças nascem de ovos brilhantes e crescem com asas macias como algodão, Ruth guarda um segredo: ela nasceu diferente. Criada por uma família que a ama incondicionalmente, a menina enfrenta o olhar curioso da comunidade e a pressão para esconder quem realmente é. Quando chega o tradicional Dia do Ovo, Ruth precisa encontrar coragem para revelar sua verdadeira história.

 

Black Maria
de Nick Sanches
(Ficção, CE, 11 min)

Sinopse: Em meio a uma nova estreia no histórico cinema de rua de Fortaleza. Maria, uma jovem vendedora de doces e pipocas, desperta a vontade de ir ao cinema pela primeira vez.

 

Onda de Calor
de Sinval de Abranches

(Animação, MG, 4 min)

Sinopse: Um pequeno e persistente cajueiro enfrenta sozinho uma onda de calor enquanto luta para germinar a sua semente. Uma história sensível e poética sobre resiliência, sacrifício e mudanças climáticas.

 

Baú
de Matheus Seabra e Vini Romadel
(Ficção, RJ, 19 min)

Sinopse: Lucas é um menino cheio de coragem e imaginação que parte em uma missão fantástica até a misteriosa Ilha da Esfinge. Lá, ele tentará desvendar o segredo de um baú mágico deixado por ninguém menos que a lendária Capitã Deise. Com a ajuda do fabuloso Pirata Barba Florida, ele vive uma jornada repleta de aventuras e mistérios, que o leva não apenas ao tesouro, mas também a profundas descobertas sobre si mesmo.

 

Verdade ou Desafio
de Breno Ferreira
(Ficção, MA, 14 min)

Sinopse: Manu só quer uma festa de aniversário e o brinquedo tecnológico mais incrível do momento. Mas uma confusão na escola coloca ela e sua melhor amiga diante de um dilema: contar a verdade ou guardar um segredo.

 

Alma de Graveto
de Marcos Faria
(Ficção, SP, 9 min)

Sinopse: No coração das montanhas vive um artista que ama criar personagens com elementos da natureza. Entre suas criações, nasce Graveto — um ser doce que ganha vida e coragem para sair pelo mundo. Em sua jornada, ele encontra uma grande diversidade de seres feitos de folhas, flores, sementes, gravetos, cascas de frutas e pedras, vivendo descobertas, humor, trapalhadas e afeto. Com trilha sonora de Zeca Baleiro, “Alma de Graveto” é um convite à reconexão com a natureza e a um olhar sensível sobre tudo o que nos cerca.

 

DIA DA ALEGRIA

23 de outubro de 2026

 

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